Consultoria recomenda vendas escalonadas de trigo
Para os agricultores, a recomendação é aproveitar as valorizações
Para os agricultores, a recomendação é aproveitar as valorizações - Foto: Divulgação
O mercado de trigo exige estratégias distintas de venda e compra diante da alta dos preços físicos no Brasil e da pressão baixista no mercado internacional. Segundo a TF Agroeconômica, a orientação é realizar vendas escalonadas e compras graduais, acompanhando câmbio e custos de reposição.
Para os agricultores, a recomendação é aproveitar as valorizações regionais para negociar a produção em etapas e fixar parte dos preços quando as margens forem favoráveis. Antes de manter o grão armazenado, é importante avaliar custos de estocagem, necessidade de caixa e qualidade do produto. Para a safra 2027/28, a consultoria sugere observar custos de fertilizantes, clima e oportunidades no mercado futuro.
As cooperativas devem comercializar estoques em lotes, separar o trigo conforme a qualidade e comparar preços de reposição, paridade de importação e ofertas argentinas. A orientação é não acumular volumes excessivos à espera de recuperação em Chicago.
Aos cerealistas, a análise recomenda cautela nas compras e atenção às diferenças de preços entre Paraná e Rio Grande do Sul, considerando frete, qualidade e margem de revenda. Já os exportadores devem avaliar a competitividade frente a outros fornecedores e evitar contratos sem cobertura de preço, câmbio e frete.
Para os moinhos, a indicação é antecipar parte das aquisições, diversificar fornecedores e ajustar estoques ao ritmo de moagem. Recuos em Chicago podem abrir espaço para reposição, desde que o custo do trigo físico compense.
A consultoria também destaca o uso de contratos futuros para proteger receitas, inclusive na comercialização do trigo destinado à ração. No curto prazo, os riscos no Mar Negro podem gerar altas pontuais, mas a oferta argentina e o dólar valorizado seguem como fatores de pressão internacional.